Projetos

Projeto Confiança

O projeto Confiança é a base dos demais projetos da RibDown, pois procura desenvolver no indivíduo com deficiência e naqueles que convivem com ele a certeza de que ele pode ir além daquilo que normalmente se espera dele. Pessoas com deficiência ou não necessitam de uma auto-estima elevada, de saber que são capazes de superar os obstáculos, de confiança em si mesmas.

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"A genética condiciona, porém não determina" (Miguel Melero)

Uma criança com Síndrome de Down, como qualquer outra, deve ser estimulada desde pequena a conquistar sua autonomia e a ser protagonista de sua própria história. Mas isso não é tarefa fácil, num mundo onde está disseminada a idéia de que a pessoa com deficiência vai ser sempre uma pessoa dependente.

A relação entre adultos (sejam eles pais/mães, avôs/avós ou professores/professoras) e as crianças com síndrome de Down são qualitativa e quantitativamente diferentes daquelas observadas entre adultos e as crianças sem a síndrome. É possível que o caráter mais distintivo seja a confiança. Na relação que se trava com a criança sem a síndrome, confia-se que ela seja capaz de aprender e adquirir a autonomia. Já na relação do adulto com a criança com a síndrome de Down geralmente falta essa confiança, perdendo-se muitas oportunidades de que ela aprenda e adquira autonomia. Atos simples como vestir-se e calçar-se podem servir de exemplos. Basta observar um diálogo entre crianças e adultos, na medida em que desempenham em conjunto uma tarefa. O adulto vai trilhando com palavras a ação: "veja, coloque a blusa assim..., olhe a etiqueta...,essa é a parte de trás..., aqui está o buraco da cabeça..., dos braços..., agora abotoe", etc. Com isso, essas operações em sequência, inicialmente executadas em conjunto com o adulto, são gradativamente feitas pela criança sozinha, na medida em que ela vai adquirindo autonomia. O que ocorre com a criança com síndrome de Down é que muitas vezes ela é vestida pelo adulto, sem que seja apresentada a ela a sequência de operações envolvida naquela ação.

É importante a percepção que todos nós temos diferenças, dificuldades, limitações, mas que também temos talentos, habilidades e muito potencial dentro de nós. Nisto é que a RibDown acredita! Por isso, o projeto Confiança é a base de todos os nossos projetos.

A superproteção por parte dos que convivem com uma criança com Sindrome de Down (geralmente pais e professores), faz com que sejam realçadas principalmente suas dificuldades (ao invés de suas habilidades). Recebendo maior atenção em seus fracassos que em seus sucessos, o indivíduo deficiente cresce limitado em suas possibilidades de independência e interação social.

Nosso trabalho, dentro do projeto Confiança, consiste em tentar mudar a expectativa pessimista de pais e familiares (e mesmo dos próprios deficientes) e a levá-los a acreditar que um indivíduo com Síndrome de Down ou outra deficiência qualquer, pode se sair muito bem e ir muito longe, desde que se acredite nele.

Nossa meta é fazer com que o indivíduo (deficiente ou não) tenha autonomia pessoal e social e qualidade de vida. É importante que ele desenvolva a capacidade de escolha e aprenda a raciocinar, a analisar, a comparar e a decidir. Dessa forma, estaremos proporcionando a ele o direito de ter gostos e preferências, bem como formando um indivíduo capaz de decidir o que é melhor para si mesmo e capaz de viver uma vida própria.

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Projeto Bem-me-quer

Receber um bebê com deficiência na família não é fácil. Nem sempre parentes e amigos estão preparados para confortar e apontar perspectivas aos novos pais. Por isso, nós da RibDown temos um grupo de boas-vindas a recém-nascidos com Síndrome de Down. Fazemos visitas voluntárias a pais recentes, para conversar, levar apoio, trocar experiências e informações úteis.

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A chegada de um bebê deficiente coloca os pais em contato com um mundo de informações, sentimentos e necessidades totalmente novas e inesperadas. A maioria deles não tem tempo suficiente para lidar pessoalmente com as emoções dos primeiros dias de vida do bebê ou de aceitar o fato da deficiência antes de enfrentar as realidades que tem pela frente. Mães solteiras podem sentir esse estresse ainda mais intensamente e podem necessitar de ajuda para encontrar e desenvolver sistemas de apoio dentro da família e da comunidade. Paralelamente, os amigos e familiares também demonstram dificuldades em lidar com este novo universo. Neste momento delicado, o contato com outros pais de crianças com a mesma deficiência pode ser valioso. Eles já passaram pela mesma situação e, por isso, podem trazer uma palavra de conforto, indicar um caminho, conversar sobre as alternativas de terapias na região e transformarem-se em novos amigos.

O projeto Bem-me-quer da RibDown é composto por um grupo de mães e pais de deficientes que se dispõem a visitar os pais da criança recém-nascida com a intenção de levar-lhes referência e apoio.

O grupo Bem-me-quer também pretende futuramente atuar junto a médicos neonatologistas, pediatras e geneticistas, geralmente os primeiros a diagnosticar a deficiência e a dar ou confirmar a notícia aos pais. Isto porque embora estes profissionais estejam preparados para identificar a deficiência, nem sempre estão plenamente preparados para dar a notícia aos novos genitores.

Muitas vezes, inclusive, fazem comentários que deixam estes pais chocados, sem condições de reação.

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Projeto Mediação Familiar

Ajuda as famílias a tomarem consciência de que elas são protagonistas do desenvolvimento e da qualidade de vida de seus filhos.

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O Projeto Mediação Familiar tem como base o Projeto Roma, desenvolvido pelo professor espanhol Miguel Lopes Melero. O projeto Roma parte de princípio de que o desenvolvimento da inteligência está condicionado pela "qualidade" do contexto de vida do indivíduo, inicialmente na família, depois na escola e, mais tarde, na sociedade.

O cérebro se organiza através de uma série complicada de redes neuronais, que se formam com base na experiência concreta que o indivíduo tem oportunidade de viver. Portanto, não é possível separar "cérebro e contexto" e, conseqüentemente, devemos desenvolver determinadas ações nos contextos para chegarmos ao sistema nervoso central, promovendo assim o desenvolvimento integral da criança.

Além disso, o contato e o carinho entre pais e filhos é de importância fundamental principalmente nos primeiros anos de vida do indivíduo. Se problemas de ordem afetiva ocorrerem neste período poderão surgir graves desvios no desenvolvimento infantil. Isso é observado, com certa freqüência, em famílias que tiveram alguma criança deficiente. A presença, por exemplo, de um filho com Síndrome de Down às vezes interrompe o diálogo genitor-filho, ocasionando uma fragilidade de laços e originando na criança uma lacuna cognitiva muito difícil de reparar.

A idéia central do projeto Mediação Familiar é propiciar ajuda a famílias de crianças com Síndrome de Down (e de outras com necessidades especiais de aprendizado) conscientizando-as de que elas são protagonistas do desenvolvimento e da qualidade de vida de seus filhos. Além do projeto favorecer o diálogo entre os membros da família, ele também propicia aos pais uma análise sobre o que poderia ser feito a mais (por eles próprios ou por outros) para melhorar a inter-relação entre os diferentes contextos de vida da criança deficiente (escola, lazer, etc).

O projeto Mediação Familiar também visa conscientizar os pais de seus próprios condicionamentos, libertando-os de determinadas idéias pré-concebidas e mesmo de concepções errôneas derivadas de suas experiências pessoais (condicionadas, por sua vez, pelo tipo de educação, família, cultura ou crenças). Neste sentido, o projeto vai corroborar para que sejam criadas situações ótimas de diálogo interpessoal em condição de crescente democracia e igualdade. Em outras palavras, nossa intenção é que todos os membros da família tenham o direito de expressar e defender suas opiniões, de refletir, argumentar e construir novos significados.

Mediante as iniciativas descritas, nós da RibDown esperamos que os pais se tornem parceiros importantes dentro desse esforço conjunto e sejam valorizados como os maiores contribuintes do desenvolvimento e do progresso de seus filhos.

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Projeto Mediação Escolar

Busca proporcionar melhores condições de aprendizado para crianças com deficiência e sua inclusão plena nas classes comuns de escolas regulares. A valorização das capacidades dos alunos com deficiência em relação às atividades realizadas em sala de aula possibilita o exercício de sua confiança e autonomia. A mediação escolar também visa ajudar as famílias dos alunos a identificar situações cotidianas que possam auxiliar na antecipação do temas a serem abordados na escola, auxiliando o professor na transmissão do conteúdo escolar.

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Ana Cláudia
Coordenadora do Projeto Mediação

Considerando o respeito aos direitos das crianças e dos adolescentes, o projeto Mediação Escolar da RibDown busca dar o suporte necessário para que o processo de inclusão seja realizado no contexto em que o indivíduo deficiente vive, ou seja, no contexto escolar, familiar e social. Para tanto, aplicamos uma metodologia desenvolvida pelo professor espanhol Miguel Lopes Melero (Projeto Roma) para fortalecer a relação entre família e escola na inclusão escolar de crianças com Síndrome de Down e de outras com necessidades especiais de aprendizado.

Em linhas gerais, o projeto Mediação Escolar da RibDown tem como objetivos:

  1. Favorecer a aceitação da criança com necessidades especiais de aprendizado pela comunidade escolar e pela sociedade, permitindo seu desenvolvimento global e sua participação plena num grupo social.
  2. Favorecer a inclusão da criança com necessidades especiais de aprendizado em classes comuns e sua participação em todas as atividades escolares.
  3. Possibilitar uma maior integração, de forma sistematizada, das famílias com as escolas.
  4. Facilitar a criação de estratégias pelos pais para apresentarem os temas a serem estudados, aproveitando as situações do cotidiano de seus filhos.
  5. Treinar profissionais para implantação da metodologia de inclusão em novas escolas.

Nosso projeto está comprometido com a transformação da realidade de crianças com necessidades educacionais especiais, através da mudança permanente em seus contextos de vida (família, escola, etc). O projeto tem um efeito multiplicador, uma vez que a partir da mudança de comportamento de uma família e da sua relação com a deficiência do filho (ou seja, sua melhor aceitação) é provável que seu exemplo seja incentivo para que outras famílias e outras pessoas deficientes alterem suas maneiras de encarar a deficiência. Além disso, a partir do projeto mediação escolar, professores podem replicar o aprendizado obtido com o exemplo de uma criança incluída. Para outras famílias com deficientes (não participantes do projeto) que veem o exemplo da criança melhor incluída, o estímulo para acreditar no potencial do próprio filho poderá ser maior. Quer participar deste projeto? Entre em contato conosco.

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