Depoimentos


Apresentação
Meu nome é Paula, sou mãe do Rafael de 10 anos. O Rafael estuda no Colégio Viktor Frankl, que é uma escola regular de Ribeirão Preto, desde que tinha 1 ano e meio. Em 2009, quando ele estava com 6 anos, quase 7, ele entrou no projeto Mediação da Ribdown.

Contribuição
A maior contribuição que ocorreu para o desenvolvimento do Rafa foi para ele se tornar mais autônomo, e a partir daí ele sempre é chamado para participar das decisões da família, fazendo com que ele realmente faça parte da família, pois ele não deve ser um figurante, mas sim o protagonista das suas ações, das suas decisões.
O Rafael sempre é questionado e sempre é ouvido, e algumas estratégias que adotamos foi que, a partir do cotidiano, nós poderíamos desenvolver sua percepção, atenção, memória, e sempre ajudamos ele a construir um pensamento lógico, o que vai, certamente, contribuir para transformá-lo numa pessoa mais segura, confiante e feliz, seja na família, na escola ou na sociedade, que para mim é o mais importante.
Estratégias como planejar um passeio, ajudar nas tarefas domésticas para que ele se sinta útil e assim melhoramos sua autoestima, incentivo à escrita de forma que ele percebe que tudo tem nome e que a escrita é fundamental.

O Projeto na minha vida
O que eu posso dizer do trabalho da Ribdown é que ele representou uma mudança cultural, no sentido que aprendi a respeitar de forma mais adequada a diversidade que existe nessas pessoas. Me tornei uma pessoa mais flexível e tolerante com as diferenças, e considero que o projeto me deu a oportunidade de crescer como pessoa, pois com o ele aprendi que todas as pessoas têm algo a oferecer, e que não existe uma verdade absoluta, nem algo que não possa se aprender com alguém.
Importância
Foi a partir do projeto que eu mudei toda a visão que eu tinha em relação às pessoas. Recebi uma educação exclusiva onde não se acreditava que pessoas com qualquer deficiência, qualquer diferença pudesse estar incluído na sociedade, na família, na escola, em qualquer lugar.
Meu olhar em relação ao Rafael mudou, me mostrando, principalmente, que ele é uma pessoa capaz de se desenvolver, como qualquer outra criança, e para isso basta darmos oportunidades e estímulos, sem esquecer do principal, que é acreditar e confiar na sua capacidade.

Paula Mendes de Oliveira
22/05/2013

Paula Mendes de Oliveira



A Ribdown fez um trabalho junto a família de Fabiana Maiello, em Matão-SP, baseada nas diretrizes do projeto mediação. A reunião feita com integrantes da família e da escola foi de grande produtividade e é o começo de mais um trabalho da ONG.

Abaixo, a opinião da mãe Fabiana sobre nosso trabalho:

Sobre a importância da reunião:

Para a família
- A confiança em saber que a escola poderá contar com apoio especializado
- A importância de ter uma metodologia para aperfeiçoar o trabalho de estimulação diária com práticas simples de contextualização

Para a escola
- A possibilidade de ter orientação para os professores para aulas mais significativas
- A importância do foco no objetivo e não nas dificuldades e limitações
- Uma forma mais objetiva e prática de operacionalizar a inclusão

Tenho certeza que o contato com a Ribdown será fundamental para um trabalho melhor dirigido. As propostas apresentadas, como a antecipação e a mediação são exemplos a serem seguidos para a vida escolar de qualquer criança.


Fabiana Maiello
16/05/2013

Fabiana Maiello



Depoimento Família Lucas Henrique dos Santos Silva, 1 ano e 8 meses.

Descobri que meu filho tem síndrome de down, depois de 8 meses que ele nasceu. Me senti muito perdida.
Como os médicos não verificaram?
Trataram somente os aspectos físicos (peso, sopro no coração) e o histórico de pré-maturo, não OLHARAM para o Lucas.
Minha mãe insistia para eu levar meu filho num médico, pois ele não sentava e de tanto ela falar acabei levando. Outra amiga, enfermeira, me disse que se eu tivesse alguma dúvida sobre o desenvolvimento do Lucas era para eu levar a um neurologista.
Assim eu fiz, não aguentava mais ouvir minha mãe dizer a mesma coisa. Ao chegar na sala do neuro fui recepcionada com a seguinte frase: Bom dia! Ele é down, né mãe!
- Não ! Respondi à ele.
Ele simplesmente afirmou que sim e começou a “olhar” para meu filho.
Daí em diante comecei a pesquisar o que era a síndrome, o que podia fazer pelo meu filho e encontrei a Ribdown.

Recebi o cariótipo em dezembro de 2012, mas já consigo olhar para ele de maneira diferente, pois o projeto me auxilia, esclarece e dá uma base para saber o que posso fazer.

Apesar do preconceito que enfrento, dentro da minha própria família, tenho a informação e troca de experiência que são muito importantes para me ajudarem a enfrentar no dia a dia que o Lucas vai aprender e que minha vida não acabou.

O projeto trouxe um contato direto com a professora dele, que participa das reuniões junto comigo; está sempre me mandando recadinhos e a aproximação das conquistas do meu filho, coisa que antes não acontecia.

Mariza Daniela dos Santos
28-05-2013

Mariza Daniela dos Santos



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